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Cavalgar promove a cultura nos campos do Marajó
Dario Pedrosa   
24-May-2008

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Os alunos do Projeto Cavalgar estiveram reunidos na manhã da sexta-feira, 23 de maio, para demonstrar à população marajoara parte das atividades desenvolvidas por eles na formação que vem sendo ministrada no projeto pelos profissionais aqui mesmo do Marajó, nas diversas áreas do conhecimento e especificamente na arte de cavalgar. Eles uniram-se a centenas de outros estudantes das escolas públicas de Soure e Salvaterra que foram levados pela Prefeitura do município para conhecer de perto e experimentar, na prática, o que todos comentam.

De Salvaterra foram as escolas Salomão Matos e Ademar de Vasconcelos com mais de cem estudantes. De Soure boa parte das escolas públicas enviaram turmas para vivenciar o Cavalgar na sua essência além dos jovens do projeto Navegar.
Por volta da 09 da manhã ocorreu o hasteamento dos pavilhões, para logo em seguida serem iniciadas as atividades especificas. O espaço do Posto de Fomento(local usado para as atividades práticas do projeto) foi dividido em três estações onde as turmas do Cavalgar revezavam-se, juntamente com os demais estudantes e visitantes.
A primeira das estações era o das provas funcionais para as disputas de velocidade de búfalos, velocidade de pipira(cavalos ou éguas novos, que ainda não tenham participado de nenhuma competição oficial), velocidade de cavalos profissionais, cela rápida e baliza.

A segunda estação era onde estava a prática da Luta Marajoara, uma modalidade de combate corporal praticado somente aqui na ilha do Marajó (clique para saber mais) e na terceira estação estava a prática da equitação.

As provas funcionais ocorridas durante a manhã envolveram animais do próprio projeto e alguns exemplares de criadores da região que os tratam especificamente para esta finalidade. Durante as provas que envolveram montadores de diversas idades e ambos os sexos, o público pode vibrar torcendo para os conjuntos de sua preferência. Uma menina foi destaque nas provas de pipira. Conhecida apenas como Lua, levou a galera ao delírio com seus cabelos louros ao sabor do vento embalados pela velocidade de seu animal de tão pouca idade quanto a montadora. As atividades desta estação foram coordenadas pelos professores Amarildo Silva, Luiz Felipe Cassiano(Pipa) e Valnir Trindade.

Na Luta Marajoara, a primeira luta foi de profissionais. Uma disputa demonstrativa, para que todos conhecessem as regras e se familiarizassem com o formato do combate. Depois integrantes do cavalgar passaram a realizar combates, demonstrando o que já haviam aprendido nas primeiras aulas. Os trabalhos foram coordenados pelos professores João de Deus, Leandro Gavinho e Luizinho.

Na equitação, sob a coordenação do professor e médico veterinário Alicid Nunes Filho, os participantes primeiro conheceram detalhes de todo equipamento utilizado no cavalo para a prática da cavalgada. Equipamentos estes específicos da região, com base na cultura do vaqueiro da ilha. Como arrear um cavalo corretamente utilizando estes equipamentos e depois uma orientação básica de como montar com segurança. Até que então fossem iniciadas as experiências de montagem.

Muitos estavam montando pela primeira vez, como foi o caso dos estudantes e professores de Salvaterra que aproveitaram para efetuar os contatos mais próximos com os animais. Para o professor Antônio Jorge, Coordenador Pedagógico da escola Salomão Matos, tudo foi novidade: “Muitas informações apresentadas ali foram totalmente novas para mim, que como marajoara que sou, me senti dsitante, muito além daquilo que devo conhecer da minha região e assim poder me orgulhar mais ainda de ter nascido e viver numa região tão rica natural e culturalmente”, disse o professor entusiasmado.

Muitos apresentavam um medo além do comum mas, com todos os cuidados da equipe do Cavalgar, este problema foi superado e todos montaram os animais, a exemplo das professoras Letícia(História), Fernanda(Artes) e do professor Hevaldo (Biologia) que romperam a barreira do medo e encaram os mansos e dóceis cavalos do cavalgar.

Durante a programação o evento recebeu a visita de algumas personalidades ilustres como o Superintendente das Escolas de Trabalho e Produção do Pará, Jorge Filgueiras, acompanhado do Coordenador Geral da ETP Salvaterra, João Carmelino. Eles vieram acompanhados da ex-deputada estadual Sandra Batista, que deu sua impressão sobre o projeto, dizendo ser esta iniciativa um exemplo de como se valoriza a cultura de uma região, prestigiando a juventude e superando a problemática social, propondo principalmente o combate a violência e a criminalidade, quando os jovens em situação de vulnerabilidade social recebem uma alternativa viável de formação e produtividade. O Cavalgar, segundo Sandra, é um grande exemplo a ser seguido pelos demais prefeitos do Marajó. Ela parabenizou ao Prefeito de Soure e sua equipe pela iniciativa e se colocou a inteira disposição para contribuir com o projeto.

O Prefeito de Soure, Carlos Augusto Nunes Gouveia, o Tonga, foi o grande cicerone da manhã, recebendo e explicando a todos com quem conversava os princípios do trabalho e os objetivos a serem perseguidos pela equipe. Disse sentir-se orgulhoso de ver esta juventude alegre e satisfeita com os seus próprios valores e, em tom de emoção, confessou acreditar ser um homem abençoado, por Deus estar proporcionando-lhe a oportunidade de viver este momento e que muitos outros venham. Agradeceu ao apoio decisivo do Senar e da Faepa, através de seu presidente Carlos Xavier e da equipe do Governo do Estado que tem sido um grande parceiro da sua administração.

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Comentários
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arlison   |03/07/08
É um belo projeto nós que residimos fora de Soure devemos dar os parabéns aos idealizadores do projeto!
Miguel Sampaio   |03/06/08
Hoje moro em foraleza mas sou louco por minha cidade linda que é Soure e sempre entro, pra ver as noticias e tambem fasso uma grande propaganda para que as pessoas conheção o marajó principalmente a minha querida Soure, gostei muito desse assunto por que ajuda os estudantes a verm que Histora não é so o passado e de lugars distantes e sim de nosso imenso Marajó e isso ajuda a restaurar a cultura e as tradições do Marajó.
vera rita   |27/05/08
O projeto é lindo em todos os sentidos. A equipe que está trabalhando é muito competente. O gestor municipal é um ser muito corajoso e confiante, tenho certeza e confio em Deus que todos os seus projetos darão certo. As crianças e adolescentes que estão participando do projeto são de uma sorte tremenda. Mas gostaria que verificassem a possibilidade de estender o projeto as comunidades da zona rural. As crianças da zona rural precisam estar inseridas nesses projetos, se for possível será muito legal.
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