| Terminal Hidroviário já provoca reclamações |
| Diário do Pará | ||||||
| 02-Jul-2010 | ||||||
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Prevista para o início do mês, a conclusão das duas primeiras etapas do novo Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém e o início de suas atividades já causam reclamações de usuários de municípios da Ilha do Marajó, como Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari. As maiores preocupações são a falta de segurança e mobilidade. Segundo os moradores do Marajó, o local onde o terminal está sendo construído é uma área extremamente perigosa, ainda mais nos horários usados pelos passageiros. A saída da primeira viagem do dia ocorre às 6:30h e os passageiros começam a chegar a partir das 5h. Situado na avenida Arthur Bernardes, no antigo estaleiro da Empresa de Navegação da Amazônia (Enasa), em Belém, o terminal atenderá embarcações de médio e grande portes provenientes de várias regiões do Pará e dos Estados do Amapá e Amazonas. Segundo o engenheiro Marcus Vinícius Menezes, gerente do projeto, executado pela Secretaria de Estado de Transportes (Setran), o terminal hidroviário do armazém 10, que funciona no final da Avenida Visconde de Souza Franco, continuará em funcionamento. E o novo terminal será para acrescentar com os que já existem. “É preciso uma análise técnica do destino da população em geral. O serviço do sistema hidroviário precisa ser descentralizado. O que o Estado vai fazer é colocar o espaço à disposição e quem vai definir as rotas é o mercado”. O engenheiro explica que a localização do terminal está ligada ao projeto de Ação Metrópole. Ele lembra que a ação metrópole está em obra, portanto o acesso será facilitado. Por outro lado, o radialista Nando Martins, que mora em Soure, acredita que “seria fundamental que o Governo do Estado ouvisse a população primeiro. Somos nós que recebemos o serviço, por isso é justo e legítimo que possamos opinar sobre uma mudança que vai mexer com a nossa vida. Sou radicalmente contra”, diz ele. A primeira fase do projeto inclui a recuperação do píer - local de atraque para seis embarcações. O espaço vai contar com salões de embarque e desembarque e banheiros com fraldário e adaptação para pessoas com deficiência. Já a segunda, também em andamento, prevê estacionamento e conclusão da estação de integração. CAPACIDADE O Terminal Metropolitano terá capacidade para atender até duas mil pessoas por hora. E será o primeiro de uma série de terminais no Pará, previstos no PAC 2. (Diário do Pará)
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