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Esportes Regionais

Prova de resistência do cavalo marajoara
É uma das mais importantes provas de resistência de cavalos e cavaleiros na Ilha de Marajó. Ocorre em duas etapas por ano, a primeira em março por ocasião da festa do aniversário do município de Salvaterra. Período em que os campos estão alagados e tanto cavaleiros como cavalos enfrentam os obstáculos comuns do tempo de cheia na região, com muita lama, chuva, frio, lagos cheios e vegetação mais densa. Neste período a prova tem regras próprias para a situação, inclusive na forma da disputa, pois é quando o percurso é feito de uma única vez com apenas um tiro de largada para percorrer em média 60 km, em aproximadamente 6 horas de prova.

A segunda etapa ocorre em situação adversa a primeira, justamente no mês de dezembro por ocasião das comemorações do Círio de Nossa Senhora da Conceição. Período em que o verão já castigou a região o suficiente para termos calor intenso, terroadas firmes, sol forte, vegetação ressecada, escassez de água em condições de consumo e o percurso aumenta para 126 km, que geralmente são percorridos com velocidade mais intensa, exigindo bem mais de cavalo e cavaleiro. É realizada em dois tiros de largada, o primeiro no primeiro dia de prova e o segundo após o pernoite no campo e retorno para a cidade.

O Enduro Eqüestre de Salvaterra põe a prova a resistência do cavalo marajoara diante das demais raças que participam da competição e, quase sempre, não alcançam classificação suficiente para premiação diante da raça regional. Participam criadores de quase todas as fazendas da região. O peso mínimo do vaqueiro para esta prova é de 60kg e sela legítima marajoara.

Prova de velocidade de cavalos
Animais mestiços de várias fazendas da região participam da prova. São vários páreos de três ou quatro cavalos, onde classifica-se apenas o primeiro colocado para a disputa final. Estas provas são realizadas num espaço em média de 500 metros. O peso mínimo do vaqueiro é de 55kg

Prova da argolinha
Esta é uma prova onde são avaliadas tanto a habilidade do vaqueiro montando como a velocidade do animal montado. Pendurada por uma corda a mais ou menos 2,5 metros de altura do solo e a uma distância de 50 metros da linha de largada está uma argola de aproximadamente 10cm de diâmetro. A disputa consiste em cada vaqueiro, a partir do momento do sinal de largada, sendo um por vez, disparar como o seu cavalo levando nas mãos uma pequena vareta de 20cm que deve se usada para entrando na argolinha retirá-la de onde está pendurada. O vaqueiro que concluir a prova no menor tempo é o campeão.

Corrida de búfalos
É praticada por jovens vaqueiros da região, pois devido ao seu peso, o búfalo é pouco veloz e quanto menos carga melhor para o seu desempenho em velocidade. Não se tem o registro de outras provas de velocidade envolvendo búfalos no mundo, somente em Salvaterra. Ao vaqueiro não é permitido o uso de qualquer outro implemento que não seja a corda de até 1,5 metros para conduzir o animal e não pode montar calçado. São 4 km de prova com a participação de em média 50 conjuntos. Os búfalos são dos mais variados tamanhos, idade e raça (jafarabad, murrah, carabal e o mediterrâneo). Participam criadores de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari.

Luta marajoara
Praticada por vaqueiros e jovens da região do marajó como atividade comum nos finais de tarde para o banho após o dia de trabalho. Normalmente é feita nas margens de igarapés, rios e praias onde se possa ter terreno arenoso ou gramado que proporcione por em prática uma das principais regras da disputa que é derrubar o adversário sujando suas costa no chão, marca mais do que suficiente para que se aponte o vitorioso.

Também chamada de “agarrada” a luta é praticada dentro de um circulo desenhado no solo, num misto do sumô, da luta greco-romana e do conhecido judô, pois trabalha a batalha corpo-a-corpo e as projeções, levando em consideração o equilíbrio, a força, a resistência e a agilidade. Hoje a luta tem regras próprias e é realizada em grandes festividades com lutadores que treinam e preparam-se para as disputas com premiações em dinheiro. Não são permitidos chutes, socos, engasgamentos ou qualquer outra atitude que coloque em risco a segurança física do adversário.

Baquete a cavalo
É um esporte mais recente praticado principalmente por militares da policia militar, na sua maioria jovens de cidades marajoaras conhecedores da arte de montar e possuidores de grandes habilidades com o cavalo marajoara. Nesta modalidade de basquete o jogador deve conduzir a bola(pneu de futebol com pouco ar envolvido em rede) montado em seu cavalo, até um pneu de carro colocado na vertical entre duas varas a aproximadamente 3 metros do solo, a bola deve ser lançada dentro do aro do pneu. Somente é permitido descer do cavalo um atleta por equipe quando a bola cair no solo. Vale tudo pela posse da bola menos agressão física. A partida é dividida em três tempos de 15 minutos.
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